segunda-feira, 16 de junho de 2014








Cardápio deste Segunda 
16/06/2014

- Carne Seca Com Abóbora
- Churrasquinho misto de panela
- File de frango grelado
- Feijão 
- Arroz 
- Macarrão
- Farofa
- Alface tomate
- Repolho refogado
- Salada fria de beterraba e cenoura
- Repolho 

INTEIRA R$:8,00 E MEIA R$: 6,00

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quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Alimentação inadequada, saúde em risco



Cada vez mais o prato típico na mesa do brasileiro – arroz, feijão, bife e salada – dá lugar a outros alimentos, como os lanches e as refeições de fast food, mais rápidas de preparar e comer. Mas se sobram praticidade, gorduras e carboidratos, faltam vitaminas e minerais, essenciais para manter uma vida saudável.
Alimentação inadequada, saúde em riscoEm estudo realizado entre março e abril de 2006 - por pesquisadores da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e da Universidade de São Paulo (USP), foram entrevistadas 2.420 pessoas com 40 anos ou mais, em 150 municípios das cinco regiões do país. O resultado foi preocupante: o consumo de vitaminas e minerais não está nem perto de alcançar a necessidade diária recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS).
A pesquisa aponta os seguintes dados:
  • 90% dos entrevistados consomem apenas 1/3 dos 1.200 mg de cálcio recomendados diariamente
  • 81% não alcançam a quantidade recomendada de vitamina K, que é de 120 mcg para homens e 90 mcg para mulheres. Ela é responsável, entre outras funções, por prevenir a osteoporose
  • 99% consomem menos do que deveriam de vitamina D. Sua função é regular a presença de cálcio no sangue
O resultado da falta desses nutrientes se reflete diretamente na piora da saúde da população, que apresenta maior incidência de obesidade, diabetes, doenças cardiovasculares, hipertensão e osteoporose.

Refeição equilibrada

O prato típico do brasileiro é, por excelência, uma refeição equilibrada, segundo Silvia Piovacari, coordenadora da Nutrição Clínica do Hospital Israelita Albert Einstein (HIAE). Isso porque contempla:
  • uma fonte de proteína, a carne vermelha ou branca;
  • uma fonte de carboidrato, o arroz, a batata ou as massas;
  • vitaminas, fibras e minerais, nas saladas com verduras e legumes e também nas frutas da sobremesa.
A falta de uma vitamina (a chamada hipovitaminose) ou mineral, além de comprometer o bom funcionamento do organismo, facilita o aparecimento de doenças. Alguns exemplos:
  • beribéri: causada pela falta de vitamina B1, provoca fraqueza muscular e dificuldades respiratórias;
  • escorbuto: resultante da falta de vitamina C, gera fraqueza, anemia e doenças da gengiva;
  • raquitismo: devido ao baixo consumo de vitamina D, os ossos não conseguem se desenvolver por problemas de calcificação;
  • xeroftalmia: vem da pouca vitamina A e causa problemas na visão.
Como a falta de vitaminas atualmente tem relação com a alimentação inadequada, a saída é equilibrar o corre-corre e os alimentos que não podem faltar no prato. Para isso, veja as dicas:
  1. Se não der para fazer uma refeição completa, opte por lanches saudáveis com frutas e sucos naturais;
  2. Ao almoçar fora, dê preferência às preparações com pouca gordura;
  3. No escritório, substitua as bolachas por frutas secas como damasco, banana passa, ameixa e tâmaras;
  4. Beba água ao longo do dia: o corpo precisa de pelo menos 1,5 litros para manter-se hidratado.

Saúde no prato

Carnes, frutas, legumes e verduras, entre outros alimentos, fornecem os nutrientes de que o organismo precisa. A dica é ficar de olho na tabela para saber o que anda faltando no prato.


Publicado em fevereiro/2008
Atualizado em novembro/2009

Azeite, um aliado do coração



Conhecido há mais de cinco mil anos, o azeite era considerado por Hipócrates, o Pai da Medicina, não só alimento, mas um poderoso remédio. Na época, ele utilizava o óleo para tratar ferimentos e aliviar dores – o que sinalizava uma propriedade anti-inflamatória. Mas, nas últimas décadas, a substância oleosa extraída das azeitonas ganhou o status de aliada do coração.
Azeite, um aliado do coraçãoOs alimentos ricos em gorduras saturadas e trans são altamente prejudiciais porque aumentam as chances do desenvolvimento da aterosclerose: acúmulo de placas de gordura nas artérias do coração e do cérebro, podendo levar a infarto e derrame.
"O consumo de azeite está associado a baixos níveis de colesterol ruim (LDL), aquele que prejudica o coração", explica o dr. Raul Dias Santos, cardiologista, consultor do Centro de Medicina Preventiva Einstein e professor livre docente da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.
O azeite também é rico em antioxidantes, como os polifenois, capazes de combater os radicais livres, responsáveis pelo envelhecimento das células. O benefício? Efeito protetor contra uma série de doenças degenerativas, entre as quais a cardíaca.
O consumo de azeite está associado a baixos níveis de colesterol ruim (LDL), aquele que prejudica o coração
Outra vantagem é a grande concentração de gordura monoinsaturada – a mais benéfica para o coração – por capturar o excesso de colesterol ruim em circulação no sangue. Se comparado a outros óleos, o azeite ganha disparado na quantidade dessa gordura: ela é responsável por 77% de sua composição contra 24% presentes no óleo de soja, um dos mais utilizados no Brasil.

Tipo extravirgem: o melhor

O campeão nas vantagens para a saúde é o azeite extravirgem. Pesquisas recentes identificaram mais uma qualidade sua: a possibilidade de aumentar o colesterol bom (HDL).
“As pesquisas mostram que o consumo usual ajuda a equilibrar os níveis de colesterol no sangue, ou seja, enquanto diminui o ruim, aumenta o bom”, explica o dr. Raul.
"Um atributo importante para determinar a qualidade do azeite é o grau de acidez, considerado um índice de qualidade em legislações como a da Anvisa", explica Rosana Raele, nutricionista do Centro de Medicina Preventiva Einstein. A relação é simples: quanto menor a acidez, maior a pureza e, por consequência, os benefícios à saúde.
O extravirgem é o mais puro dos azeites, com grau de acidez não superior a 1% para cada 100g. O tipo virgem chega a 2% de acidez por 100g e os que apresentam grau de acidez superior a 2% passaram por mais etapas durante a elaboração e, em geral, são misturados a outros óleos, como o de soja, o que diminuiu sua qualidade.

Consumo diário

Nos países do sul europeu, na região do Mediterrâneo, o azeite é a base da cozinha. Lá, esse ingrediente é utilizado no preparo de toda refeição – que contempla verduras, legumes, frutas e peixes – e não só para temperar as saladas, como acontece no Brasil.
As pesquisas mostram que o consumo usual ajuda a equilibrar os níveis de colesterol no sangue, ou seja, enquanto diminui o ruim, aumenta o bom
"Do ponto de vista médico, essa é a dieta mais saudável por ser livre de gorduras prejudiciais ao organismo e, principalmente, por privilegiar alimentos benéficos como o peixe, o azeite e o vinho", defende o dr. Raul. Uma prova disso é a longevidade dos habitantes da região, que ultrapassam os 80 anos com baixos índices de problemas cardíacos.
Nesses países o consumo de azeite equivale a duas colheres de sopa por dia por habitante – que é a recomendação do Food and Drug Administration (FDA), órgão regulamentador americano, do setor alimentício e de medicamentos.
Um dos fatores que colabora para o consumo é a produção local. Boa parte do azeite consumido em todo o mundo vem de países como Espanha, Portugal e Itália. "Como não temos produção nacional, no Brasil o preço é alto e o azeite é deixado em segundo plano no nosso cardápio", comenta o cardiologista.

Como utilizar

Mas como utilizar o azeite na alimentação? "Uma boa dica é colocá-lo nas preparações frias e nas que têm aquecimento brando, como refogados e ensopados", ensina a nutricionista Rosana. O ingrediente não deve nunca ficar muito tempo no fogo. "Ao utilizar o azeite para cozinhar, alguns componentes importantes como os antioxidantes podem ser alterados, o que diminui seus benefícios", completa.
Confira uma saborosa receita regada a azeite:
Bruscheta de pão integral com azeitonas, berinjelas e nozes.
Ingredientes
  • 6 fatias de pão de forma integral ou multigrãos
  • 1 colher (chá) de alho picado
  • ½ cebola picada
  • 1 colher (sopa) de azeite
  • 1 tomate sem pele nem sementes picado
  • 1 berinjela pequena picada
  • 1 folha de louro
  • 1 colher (sobremesa) de orégano
  • Sal a gosto
  • Nozes picadas
Preparo
  • Corte as fatias de pão com o auxílio de um vazador redondo e reserve.
  • Aqueça o azeite e refogue o alho e a cebola, acrescente o tomate, a berinjela, o louro, o orégano e o sal.
  • Refogue bem até que os ingredientes fiquem um pouco desmanchados.
  • Disponha as rodelas de pão numa assadeira e coloque-as no forno por aproximadamente 5 minutos.
  • Retire-as do forno e distribua sobre elas o refogado, leve ao forno novamente por aproximadamente 3 minutos (forno pré-aquecido a 180ºC), até que fiquem firmes.
  • Retire-as do forno, reguem com um pouco mais de azeite e polvilhe com bastantes nozes picadas.
Publicada em dezembro/2006
Atualizada em setembro/2009

Arroz e feijão: uma dupla nutritiva e saborosa

Na mesa dos brasileiros, um prato típico e muito apreciado traz mais do que sabor. O tradicional arroz com feijão também é uma combinação perfeita do ponto de vista nutricional. Historicamente, uma das hipóteses da origem do prato no cardápio brasileiro se deu por meio da miscigenação.
Arroz e feijão: uma dupla nutritiva e saborosaDe acordo com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), o arroz branco foi incluído na alimentação devido à forte influência portuguesa. Já o feijão, segundo publicação da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RIO), incorporou-se à culinária primeiro com os indígenas - que comiam a leguminosa com farinha, e depois com os negros escravos, que tinham o hábito de ingerir feijão em todas as refeições. Mas foi Dom João VI quem primeiro apreciou no Brasil a mistura que até hoje sustenta milhares de pessoas.

Nutrição em alta

Arroz e feijão são, de fato, uma dupla inseparável devido à riqueza de nutrientes. Aminoácidos que um não tem o outro possui, por exemplo. Esses alimentos se complementam. Segundo a Embrapa, um prato de arroz com feijão garante a absorção de mais de 80% da sua proteína.
"Além de ser uma excelente fonte de proteína, o arroz oferece carboidratos, vitaminas e sais minerais", diz Luci Uzelin, coordenadora da Nutrição do Hospital Israelita Albert Einstein HIAE.
O cereal é campeão em vitaminas do complexo B:
  • B1: garante o bom funcionamento do sistema nervoso e muscular e do coração;
  • B2: importante para olhos, células nervosas e metabolismo de carboidratos, das gorduras e das proteínas;
  • B3: fundamental para manter a pele saudável, o sistema nervoso e o aparelho digestivo em bom funcionamento, além de contribuir para a diminuição do colesterol.
O alimento possui ainda fibras e metionina - aminoácido que ajuda a processar gorduras e preservar a função hepática. Segundo a Embrapa, os aminoácidos do arroz são mais nutritivos que os de outros cereais, como milho e trigo, e o alimento concentra menos de 1% de gordura.
O feijão também é fonte de vitaminas B1, B2, B3 e, ainda, de B9. Esta última colabora para o bom funcionamento do sistema nervoso e da medula óssea. Possui sais minerais - como potássio, ferro, fósforo, cálcio, cobre, zinco e magnésio - e lisina, aminoácido essencial (aquele que o corpo não produz, mas é necessário ao organismo), que contribui para o crescimento de crianças e adolescentes e para a restauração de tecidos.

Combinação saudável

O consumo desses alimentos juntos, traz mais benefícios à saúde que quando ingeridos separadamente. "Apesar de ser uma rica fonte proteica, o feijão guarda certa desvantagem isoladamente, pois o organismo não consegue digerir todas as proteínas que ele oferece. Porém, quando o alimento é consumido com outro cereal, como o arroz, o organismo consegue fazer a digestão de todas as vitaminas e proteínas", afirma Luci.
O Guia Alimentar do Ministério da Saúde prevê a ingestão de arroz e feijão todos os dias. A dica da nutricionista para uma proporção ideal é uma porção de feijão para duas de arroz. O consumo diário desses alimentos também ajuda a prevenir doenças. A fibra do arroz e a do feijão reduzem o risco de distúrbios cardiovasculares, diabetes, câncer de cólon, entre outros. E mais: contribuem para um melhor funcionamento do intestino.
Outro prato que pode se tornar um inimigo nutricional é a famosa feijoada, com sua mistura de carnes: linguiça, toucinho, orelha de porco, rabo, pé, carne-seca, costelinha e lombo. A grande quantidade de gorduras se sobrepõe à riqueza dos nutrientes do feijão preto com arroz.
Uma boa notícia para aqueles que não conseguem abrir mão do prato é que já existe a versão light da feijoada. Basta eliminar a carne de porco e substituí-la pela carne seca magra. Evita a gordura sem perder o sabor.
A fibra do arroz e a do feijão reduzem o risco de distúrbios cardiovasculares, diabetes, câncer de cólon, entre outros. E mais: contribuem para um melhor funcionamento do intestino

Os mais pedidos

A dupla mais consumida pelos brasileiros no dia-a-dia é o arroz polido - popularmente conhecido como arroz branco - e o feijão carioca - com tom próximo ao bege, de grãos menores e mais claros que o tipo rajado (marrom).
O arroz polido, porém, depois de descascado para tornar-se branco perde vitaminas e minerais. Já o feijão carioca, cujo nome nasceu das listras que lembram o calçadão de Copacabana, é rico em proteína, zinco, ferro e cálcio, entre outros minerais.
Embora menos populares, existem outros tipos do grão e da leguminosa que podem incrementar o cardápio sem deixar de lado a tradição e, sobretudo, os benefícios ao organismo.
  • Arroz parbolizado: ainda na casca, passa por um processo, sem agente químico, no qual é imerso em água aquecida sob pressão e exposto ao vapor e secagem. Desse procedimento resulta um grão com mais nutrientes em relação ao arroz polido, como vitaminas e sais minerais.
  • Arroz integral: não passa pela etapa de polimento, pois apenas sua casca é retirada. Daí sua coloração mais escura, o gosto mais acentuado e a textura mais dura após o cozimento. é mais nutritivo que o arroz tradicional por reter grande parte dos nutrientes que são eliminados no processo de polimento.
  • Arroz preto:cultivado na China há mais de 4 mil anos, é o mais rico em compostos fenólicos, benéficos à saúde, pois previnem o envelhecimento devido ao seu poder antioxidante. Possui 20% mais proteína e 30% mais fibra em relação ao arroz integral. Tem menos gordura e menor valor calórico.
  • Feijão-branco: é a variedade ideal para preparar saladas ou pratos mais elaborados, graças aos seus grãos de tamanho grande. Possui, em sua composição, amido resistente, ideal para queimar gorduras.
  • Feijão-preto: ajuda a controlar o colesterol e a hipertensão arterial. é bastante consumido na Região Sul e nos estados do Espírito Santo e Rio de Janeiro.
  • Feijão-de-corda: também conhecido como feijão-caupi ou fradinho, é fonte de proteína e energia, razão pela qual faz parte da dieta alimentar da população de países subdesenvolvidos. O Brasil está entre os maiores produtores e consumidores mundiais.
Publicada em abril/2009